Em 2025, estima-se que foram gerados 15,5 mil empregos diretos e indiretos (Foto: Freepik)
O salário médio dos empregados contratados do setor de apostas em 2025 é de R$ 7 mil, e dos terceirizados chega a R$ 4 mil, de acordo com um estudo divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidade que reúne as principais bets com atuação no Brasil.
Os valores estão acima da média do mercado brasileiro. O salário médio nacional foi de R$ 3,2 mil em dezembro de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para contextualizar as altas cifras que envolvem esse mercado, neste ano, as empresas de apostas on-line devem faturar cerca de R$ 22 bilhões no Brasil, o que coloca o país como 5.º maior mercado do mundo para o setor, segundo informações da consultoria internacional Regulus Partners, voltada para a área de esportes e lazer.
Só no primeiro semestre de 2025, o faturamento total dessas empresas no Brasil atingiu a marca de R$ 17,4 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Nesse mesmo período, o governo federal arrecadou R$ 3,8 bilhões com bets.
Qualificados
Na comparação com os salários praticados no mercado brasileiro, 63,8% dos empregados no setor de apostas ganham mais do que quatro salários mínimos, revela o estudo, que foi realizado pela LCA Consultores e Cruz Consulting, a pedido da IBJR.
Em 2025, estima-se que foram gerados 15,5 mil empregos diretos e indiretos, nas áreas de Tecnologia da Informação e Segurança Cibernética, Marketing e Publicidade, Jurídico, Administrativo e Financeiro, Compliance e Atendimento ao Cliente e Ouvidoria.
Os empregos qualificados, ou seja, que correspondem a ocupações que requerem nível superior ou especialização técnica, representam cerca de 47% dos empregos diretos, aponta o estudo.
Mundo da bola
Do campo do trabalho para os gramados, o estudo defende que as bets têm sido fundamentais para o crescimento do poder econômico do futebol brasileiro nos últimos anos, dentro e fora do país. E que os investimentos nos clubes locais proporcionam maior retenção de talentos, contratações internacionais e maior competitividade.
Atualmente, 18 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro (apenas o Mirassol e o Redbull Bragantino estão fora) possuem contrato de patrocínio master com as operadoras de apostas.
Os valores superam R$ 1,1 bilhão. O montante equivale a: cinco campanhas de título da Libertadores; ou oito campanhas de título da Copa do Brasil; ou 23 campanhas de título no Brasileirão.
Flamengo (268,5 milhões), São Paulo (113 milhões), Corinthians (103 milhões), Palmeiras (100 milhões) e Vasco (70 milhões) concentram os maiores patrocínios.