Foto: Freepik
Durante o período de férias, marcado por maior circulação de dinheiro extra, como o recente pagamento do 13º salário, e pelo aumento no fluxo de pessoas e transações financeiras, cresce também o número de golpes aplicados contra pessoas idosas. A maior parte dessas fraudes acontece por meio de celulares, explorando a menor familiaridade desse público com o uso de tecnologias digitais.
Com a popularização dos smartphones entre pessoas idosas para atividades cotidianas, como troca de mensagens com familiares, pagamento de boletos bancários e compras on-line, criminosos passaram a adotar estratégias cada vez mais elaboradas. Entre os golpes mais frequentes estão falsos pedidos de ajuda financeira, promessas de prêmios inexistentes e mensagens que simulam contatos de familiares em situações emergenciais.
A advogada criminalista Isadora Costa alerta para a necessidade de atenção redobrada a fim de evitar prejuízos financeiros e danos emocionais. “A principal recomendação é nunca compartilhar códigos enviados por bancos ou aplicativos e jamais repassar dados pessoais ou bancários por telefone ou mensagens, mesmo quando o contato aparenta ser de uma instituição financeira”, orienta.
Segundo a especialista, instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de confirmação, números de cartão ou dados da conta por ligação ou mensagens. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar exclusivamente os canais oficiais do banco, como aplicativo, site ou agência.
Orientação constante
Outro ponto destacado é a importância do diálogo constante entre familiares e pessoas idosas. De acordo com Isadora Costa, conversar sobre os golpes mais recentes e manter os idosos informados é uma das principais formas de prevenção. “Sempre que possível, o familiar deve acompanhar as transações financeiras e oferecer orientação constante, principalmente àqueles que têm mais dificuldade em lidar com tecnologia. Também é fundamental ensinar cuidados básicos com celulares e aplicativos de forma prática e acessível”, afirma.
A advogada também ressalta que mensagens ou ligações inesperadas devem ser encaradas com desconfiança, mesmo quando aparentam vir de pessoas conhecidas. “Muitos golpes usam falsas notificações sobre problemas em contas bancárias, benefícios do INSS ou compras não reconhecidas, criando um senso de urgência para enganar a vítima. É importante orientar a pessoa idosa a não atender a pedidos desse tipo e a confirmar a informação antes de qualquer ação”, destaca.
Isadora Costa reforça, ainda, que a prevenção depende do diálogo contínuo entre pessoas idosas, familiares e cuidadores, especialmente porque, em muitos casos, os golpistas utilizam dados pessoais obtidos em redes sociais ou em vazamentos de bancos de dados para tornar as fraudes mais convincentes.
“É essencial falar sobre os golpes mais comuns, incentivar o compartilhamento de dúvidas e mostrar que não há problema algum em pedir ajuda ao utilizar o celular ou aplicativos”, conclui.