Foto: divulgação
Um pen drive com mais de 100 arquivos, incluindo canções inéditas e até gravações caseiras de Marília Mendonça, morta em um acidente de avião em 2021 virou alvo de uma disputa judicial entre familiares e responsáveis pela gestao do legado da cantora sertaneja, segundo notícia publicada no site g1.
Segundo o empresário de Marília, Wander Oliveira, o dispositivo foi organizado por Juliano Soares, o Tchula, melhor amigo e parceiro de composições da cantora, e contém ideias de músicas e gravações em voz e violão de Marília interpretando canções próprias e de outros artistas. Segundo Oliveira, existem músicas inéditas para lançar pelos próximos 20 anos, “com folga”.
O empresário disse que, no seu entender, o material do pen drive não pode ser de mais ninguém a não ser de Léo, filho de Marília Mendonça com o cantor Murilo Huff, e acrescentou que doou sua parte nos direitos ao espólio que será gerido pelo menino, quando ele completar 18 anos. “Para mim, o pen drive pertence ao Léo. Eu gostaria que, no momento em que ele tivesse entendimento, fosse entregue para ele, para fazer o que quiser. Isso é a história da mãe dele.”
Mas, segundo ele, esse acordo inicial está ameaçado: “Ficou entendido que os meus 50% seriam doados para o espólio. Mas, duas semanas depois, o advogado da família estava na Som Livre negociando o pen drive”, disse Oliveira ao portal G1.
No momento, as negociações sobre os arquivos estão suspensas. Segundo o advogado da família, Robson Cunha, Murilo Huff precisa assinar todos os contratos que envolvem o filho da cantora, o que ainda não aconteceu. “Mas acredito que, em breve, deve acontecer, e aí nós teremos novos lançamentos da Marília.”
Huff e Ruth Dias, mãe de Marília, não se manifestaram sobre o assunto.
Em nota, a Som Livre disse ser a gravadora exclusiva do repertório musical de Marília Mendonça e responsável por qualquer lançamento futuro da artista: “Todos os projetos foram e continuarão sendo idealizados em conjunto com o escritório representante da artista e sua família, sempre com profundo respeito à memória e ao legado de Marília”.