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Ministros do STF apontam transferência de responsabilidade em fala de Castro

Após megaoperação com mais de 100 mortos, governador classificou ADPF 635 como “maldita”

29 de outubro de 2025

Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Logo após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28), que deixou mais de 100 mortos, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), classificou a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, conhecida como ADPF das Favelas, de “maldita”.

A ADPF 635 foi ajuizada em 2019 pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) com o argumento de que a atuação das forças de segurança incentiva a letalidade no lugar de prevenir mortes e conflitos armados. O STF implementou a medida para proibir operações policiais nas comunidades durante a pandemia de covid-19, exceto em casos considerados “excepcionais”, justificados pelo governo com antecedência ao Ministério Público.

Segundo apuração do O GLOBO, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam apontado que o governador do Rio tem encontrado dificuldades para lidar com a megaoperação policial. Em avaliação reservada, integrantes da Corte criticaram o fato de Castro tentar transferir responsabilidades ao Judiciário, especialmente ao STF, por falhas na execução da operação.

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