Notícias

Fux defende estabilidade e tolerância em ano eleitoral

Ministro do STF abriu nesta terça-feira o Ano Judiciário 2022

1 de fevereiro de 2022

Fellipe Sampaio /SCO/STF

Em sessão solene, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Luiz Fux, abriu nesta terça-feira (1º) o Ano Judiciário 2022 .

Fux afirmou que, apesar dos desafios a serem enfrentados este ano, não há lugar para qualquer postura pessimista. Ao destacar que 2022 é um ano eleitoral, o presidente do STF ressaltou a importância da solidez das instituições, do regime democrático e da estabilidade institucional.

Fux salientou que “as eleições devem ser uma oportunidade coletiva para realizarmos escolhas virtuosas e para proferirmos votos conscientes voltados à prosperidade nacional”, e conclamou os brasileiros para que o ano eleitoral seja marcado pela estabilidade e pela tolerância, “porquanto não há mais espaços para ações contra o regime democrático e para violência contra as instituições públicas”.

Segundo o ministro, “o império da lei, a higidez do texto constitucional brasileiro e a liberdade de imprensa reclamam estar acima de qualquer que seja o resultado das eleições”.

Sobre a pandemia de Covid-19, Fux disse que, há dois anos, o mundo vem navegando em mares agitados, com avanços e retenções. Mas acrescentou que desde então todas as pessoas e nações vêm aprendendo a enfrentar a pandemia com atenção, cautela e confiança, e que o STF trabalhou incansavelmente para que os cidadãos e os agentes públicos internalizassem a importância do agir coletivo e da cooperação nas esferas público e privada.

Em relação à expectativa dos trabalhos do STF para este primeiro semestre, o ministro disse que a pauta de julgamentos foi elaborada com observância “às agendas da estabilidade democrática e da preservação das instituições políticas do país”. Destacou que serão priorizados temas que considerem a revitalização econômica, a proteção das relações contratuais e de trabalho, a moralidade administrativa, a saúde pública e os direitos humanos.

O presidente Jair Bolsonaro não participou do evento. Ele enviou uma carta, lida por Fux.

Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

Notícias Relacionadas

Notícias

Retirada de família de voo da Air France pode gerar indenização, afirma especialista

Advogada aponta violação ao Código do Consumidor em impasse na Classe Executiva

Notícias

Shopping pode instalar lojas similares na mesma área

Contratos, no entanto, devem ser respeitados, diz STJ