Suzane von Richtofen (foto: Wikipedia)
Autora de um crime que chocou o país, em 2002, ao matar os próprios pais, Suzane von Richthofen, está novamente no noticiário, agora brigando na Justiça contra a prima para conseguir os cerca de R$ 5 milhões da herança deixada pelo tio, o médico Miguel Abdala Netto, que não deixou cônjuge ou filhos. Isso abre espaço para que sobrinhos figurem como herdeiros legítimos, conforme prevê o Código Civil, desde que não exista testamento em sentido contrário.
A ação envolve pedidos ligados ao inventário e à administração do espólio, o que definirá quem terá direito aos bens e qual a proporção do rateio.
O caso reacende a revolta popular contra Suzane e provoca debates sobre legislação, ética e moral. Especialistas em direito sucessório ressaltam que a condenação de Suzane von Richtofen por matar os pais gera sua exclusão da herança deles, mas não impede que ela reivindique bens de outros parentes, como o tio.
Tornando evidente o conflito familiar, Suzane e a prima teriam comparecido ao Instituto Médico Legal para liberar o corpo de Abdala Netto. A prima acabou ficando responsável pelo enterro, enquanto Suzane buscou respaldo judicial para participar dos trâmites legais e do inventário.
Morte suspeita
Abdalla Netto foi encontrado morto por um vizinho, na tarde da última sexta-feira (9), em sua casa no Campo Belo, na Zona Sul da capital paulista. Contudo, a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e aguarda os resultados dos laudos da Polícia Técnico-Científica para saber exatamente como morreu e o que matou o tio de Suzane.
A hipótese mais provável é de morte natural, possivelmente em decorrência de um ataque cardíaco, segundo peritos ouvidos pelo portal G1. A confirmação, que deverá levar ainda um mês, virá apenas do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC).