Larissa Manoela: problemas do tempo das atuações infantis (foto: Wikimedia)
A equipe jurídica da atriz Larissa Manoela divulgou uma nota à imprensa desmentindo que esteja processando seus pais, conforme chegou a ser noticiado em um jornal carioca.
“Há uma grave informação que não é verdadeira. A ação foi movida exclusivamente contra a gravadora. E isso é claramente evidenciado nos autos”, diz a nota divulgada pela equipe de Larissa, referindo-se à Deck Produções Artísticas.
A empresa foi criada e é controlada por seus pais, Silvana Taques e Gilberto Elias dos Santos.
Em um novo recurso na 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, os advogados da atriz pedem que a Justiça vá além da anulação do contrato vitalício firmado pela atriz com a Deck Produções Artísticas. Querem que o Tribunal reconheça que a relação contratual imposta à artista, ainda na infância, também causou danos morais.
O recurso agora será avaliado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que decidirá se há base para reconhecer o pedido de indenização por danos morais.
Contrato abusivo para uma criança
A anulação do acordo já havia sido determinada em abril, quando a Justiça considerou inválida a cláusula de exclusividade assinada em 2012, período em que Larissa tinha apenas 11 anos.
Segundo a defesa, a artista foi submetida a um contrato com regras que extrapolavam qualquer padrão razoável, como cláusulas inflexíveis, ausência de possibilidade de rompimento por parte dela e controle total dos pais sobre a continuidade do vínculo. Isso teria criado um ambiente de dependência e falta de autonomia.
Os advogados alegam ainda que o modelo contratual restringiu a liberdade profissional da atriz por anos, impedindo a atriz de gerir sua própria carreira. Ela teria recusado convites ou teria sido proibida de explorar novas plataformas e parcerias comerciais, enquanto seus pais continuaram a administrar sua imagem e a lucrar com seus trabalhos.