Notícias

Síndicos podem denunciar violência doméstica em condomínios, diz especialista

É fundamental que os gestores condominiais criem canais internos de atendimento e que estes sejam divulgados entre moradores e funcionários, defende o advogado Gabriel Barto

Por Redação / 9 de março de 2026

Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR

Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR

Os síndicos têm autorização legal para colaborar no combate à violência doméstica prevista por legislações estaduais e municipais, explica o advogado Gabriel Barto, especialista em Direito Condominial. “Os síndicos possuem o dever legal e contam com amparo da legislação, principalmente ao que diz respeito sobre o anonimato, para comunicar imediatamente às autoridades quaisquer casos suspeitos ou confirmados de agressão ou outras formas de violência doméstica nos condomínios”, pontua.

Presidente da Comissão Especial de Direito Condominial (CEDC) da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Barto explica que, além da notificação formal, é fundamental que os gestores condominiais criem canais internos de atendimento e que estes sejam divulgados entre moradores e funcionários.

“É muito importante que toda comunidade condominial tenha conhecimento dos telefones das forças policiais emergência, como o número 180 e o 190 da Polícia Militar, pois quando uma denúncia é silenciada, o que ecoa em nossa sociedade é exatamente a violência. Por isso, precisamos dar voz àquelas pessoas que precisam de proteção para que todos os atores da rede possam atuar”, enfatiza.

De acordo com Barto, os síndicos devem incentivar vizinhos, porteiros e demais funcionários a relatarem situações suspeitas, já que o repasse dessas informações podem auxiliar as forças de segurança a identificar áreas com maior incidência de ocorrências para que possam planejar respostas efetivas mais rápidas.

Elaborada pela OAB-GO e atualizada recentemente, essa cartilha reúne orientações práticas para identificar sinais de violência doméstica e familiar. O guia aborda diferentes tipos de agressão (psicológica, sexual, patrimonial e moral) e traz recomendações específicas para profissionais que atuam nos condomínios, como porteiros e equipes de limpeza.

Notícias Relacionadas

Notícias

Empresa é condenada por investigar candidatos durante processo seletivo

Seleção condicionada a pesquisa de crédito e antecedentes criminais

Notícias

Licença-paternidade pode aumentar: PL prevê até 20 dias de afastamento gradual

Plenário aprova pagamento integral e estabilidade no emprego para pais segurados da Previdência