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No Rio, perseguição e assédio virtual a mulheres aumentam 5.000% em 10 anos

Números saltaram de 55 para 2.834 registros, segundo Dossiê Mulher

5 de dezembro de 2025

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Foto: Pixabay

Assim como acontece em nível nacional — como mostrou reportagem publicada nesta quinta (4), no Debate Jurídico —, o Rio de Janeiro traz em números a escalada da violência contra as mulheres no estado. Em uma década, denúncias de perseguição e assédio virtual dispararam mais de 5.000%, saltando de 55 para 2.834 registros, segundo a edição especial de 20 anos do Dossiê Mulher.

Em 2024, a violência psicológica liderou os casos, atingindo uma média de 153 mulheres por dia, quase sempre dentro de casa, cometida por companheiros ou ex-parceiros. Ao todo, 56.206 mulheres sofreram esse tipo de agressão no estado.

O levantamento aponta ainda que mais de 154 mil mulheres sofreram algum tipo de violência no Rio em 2024, o que equivale a 18 vítimas por hora.

Feminicídios

O relatório também detalha o cenário dos feminicídios: em 2014, 107 mulheres foram mortas em razão de gênero, sendo que quase dois terços dos crimes ocorreram dentro de casa. A maioria das vítimas era negra (71%) e tinha entre 30 e 59 anos. Em 13 casos, os crimes aconteceram diante dos filhos.

  • 50 vítimas foram mortas por companheiros

  • 16 por ex-companheiros

  • 14 por parentes

Violência sexual

O Dossiê registra 5.013 estupros, 2.441 casos de importunação sexual e 390 de assédio sexual. A denúncia tem ocorrido mais rapidamente, com 67,7% das vítimas procurando ajuda em até um mês. No caso do estupro de vulnerável, mais da metade das vítimas tinha até 11 anos.

Violências combinadas e perfil dos agressores

Cerca de 22 mil mulheres sofreram múltiplos tipos de violência, especialmente combinações de agressão psicológica e moral ou física e psicológica. Entre idosas, 14,5% foram agredidas pelos próprios filhos.

  • 67,3% das agressões foram cometidas por pessoas conhecidas

  • 49,6% por companheiros ou ex-companheiros

  • 49,2% dos ataques ocorreram dentro de casa

Fonte: O Globo

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