Notícias

Galo da Madrugada vence o Mineiro na Justiça

A poucas semanas do Carnaval, Justiça Federal rejeita pedido do Atlético Mineiro pelos direitos da marca “Galo Folia”, usada pelo bloco do Recife

28 de janeiro de 2026

Galo da Madrugada (foto: Wikimedia)

A poucas semanas do Carnaval, a Justiça Federal rejeitou pedido do Clube Atlético Mineiro (MG), que pretendia proibir o famoso bloco Galo da Madrugada, do Recife (PE), de usar a marca “Galo Folia”. O clube de futebol de Belo Horizonte tem um galo como mascote e alegava violação de direitos de propriedade.

“Embora uma mesma pessoa possa gostar de futebol e Carnaval, o público é abordado em momentos de consumo diferentes. Assim, não é crível que o público confundiria um bloco de carnaval com uma marca de futebol devido à notoriedade distinta de cada um em seu segmento”, disse a juíza Quézia Silvia Reis, da 9ª Vara Federal do Rio de Janeiro, lembrando que o bloco carnavalesco tem registros de marcas anteriores aos do clube de futebol.

Foi o próprio Atlético que levou o processo para a Justiça Federal do Rio, pois o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que também é réu na ação judicial, tem sede no estado.

“Trajetória histórica” nas ruas do Recife

Ao G1, o Galo da Madrugada disse que a Justiça reconheceu a trajetória histórica da agremiação, “que há mais de 40 anos leva cultura e alegria às ruas do Recife”. A agremiação carnavalesca disse, ainda, que não vê o processo como uma “disputa contra ninguém” e que respeita o Atlético-MG, declarando que são instituições de áreas diferentes: futebol e carnaval.

O Atlético-MG, por sua vez, disse que a ação judicial visava apenas anular o registro da marca em atividades ligadas ao segmento esportivo. O clube mineiro foi condenado ainda a pagar as custas do processo, mas, como se trata de decisão de primeira instância, cabe recurso. O clube, contudo, não informou se vai recorrer.

Notícias Relacionadas

Notícias

TJ-SP mantém condenação de mulher que extorquiu idosa com supostos “trabalhos espirituais”

Ré se apresentava como intermediária de um pai de santo e fazia contato com a vítima por meio de app de mensagens

Notícias

Homem que ficou paraplégico após tiroteio em bar será indenizado

Reparação, por danos morais, foi fixada em R$ 80 mil