Notas

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Reforma do Judiciário: OAB-SP lança pesquisa inédita para ouvir a advocacia

Foto: Freepik

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) lançou uma pesquisa inédita sobre a Reforma do Judiciário, dirigida à advocacia paulista. Nesta etapa, profissionais poderão responder a um questionário técnico com 14 perguntas que reunirá percepções essenciais sobre o funcionamento do sistema de Justiça brasileiro, parte do compromisso da Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário.

O colegiado foi criado em junho de 2025 para propor diretrizes e melhorias que possam tornar o sistema de Justiça mais eficiente, justo e acessível, promovendo maior estabilidade e integridade no funcionamento do Judiciário brasileiro. A pesquisa foi divulgada na sexta-feira (5).

O levantamento pretende identificar os principais entraves que afetam o acesso à Justiça, o exercício da advocacia e a qualidade das decisões judiciais. As respostas servirão de base para a formulação das propostas que a OAB-SP apresentará no final do primeiro semestre de 2026, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a reforma.

Diagnóstico e análise

Com a pesquisa, que já está disponibilizada, a entidade convida advogados e advogadas a contribuir com informações práticas sobre a realidade dos fóruns, tribunais e demais instâncias judiciais.

A iniciativa integra o trabalho da Comissão composta por ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, ex-ministros da Justiça, acadêmicos especializados e ex-presidentes da Secional. Desde sua instalação, a Comissão vem atuando no diagnóstico e na análise dos principais desafios estruturais do Judiciário brasileiro.

“Qualquer mudança no Judiciário afeta toda a advocacia. A opinião dos profissionais do Direito é fundamental para tornar mais democrático e transparente o resultado final da proposta de reforma”, diz Leonardo Sica, presidente da OAB-SP.

A pesquisa reúne os principais pontos que impactam diretamente o exercício da advocacia no sistema de Justiça. Entre os temas avaliados estão: estrutura e funcionamento do Judiciário; dificuldade ou impossibilidade de fazer sustentações orais; realização de audiências virtuais; e decisões monocráticas em tribunais.

pesquisa está disponível e pode ser respondida por todos os advogados e advogadas do Estado de São Paulo.

Fonte: OAB-SP

Foto: Freepik

Debate

Inteligência Artificial: falta de regulação fragiliza a proteção do trabalho criativo 

Foto: Pixabay

A falta de clareza jurídica e lacunas regulatórias fragilizam a proteção do trabalho criativo no contexto da inteligência artificial generativa, que gera conteúdo novo e original, como textos, imagens, vídeos e músicas, a partir de algo que já existe, revela um estudo divulgado pela Reglab, think tank especializado em pesquisa e consultoria.

No Brasil, faltam definições legais objetivas sobre o que é “Inteligência Artificial”, bem como sobre autoria e titularidade de obras criadas com o auxílio de sistemas generativos — o que gera insegurança jurídica e risco de desvalorização do trabalho humano, revela o levantamento.  

O Projeto de Lei nº 2.338/2023, aprovado no Senado e agora em análise na Câmara, dedica uma seção aos direitos autorais. O texto atual exige que desenvolvedores de IA informem quais obras foram usadas no treinamento de seus modelos. Essas informações devem ser divulgadas em documento público de fácil acesso. O projeto estabelece, ainda, remuneração obrigatória aos titulares quando suas obras são utilizadas, com valores baseados no porte da empresa e no impacto econômico.

A chamada Indústria Criativa, que está no centro de uma transformação tecnológica sem precedentes devido ao avanço da IA, movimentou R$ 393 bilhões em 2023.

Notas

Propaganda enganosa: falta de regularização de curso gera indenização a aluno

Foto: Freepik

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) modificou decisão da Comarca de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e condenou uma instituição de ensino a indenizar um estudante por omitir restrições em relação ao curso de Engenharia Civil no conselho profissional. Ao caracterizar a situação como propaganda enganosa, o juízo determinou indenização por danos morais em R$ 10 mil.

O estudante alegou à Justiça que se matriculou no curso no início de 2014 e, somente dois anos depois, com a graduação em andamento, foi informado de que o curso ainda não estava totalmente regularizado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-MG), atual Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Em sua defesa, a instituição de ensino apontou que conseguiu regularizar a situação. Esse argumento foi aceito pelo juízo em 1ª Instância. Diante disso, o estudante recorreu.

A relatora do caso, desembargadora Maria Luiza Santana Assunção, reformou a sentença por entender que a instituição de ensino superior precisa estar devidamente regularizada no órgão fiscalizador. O voto foi acompanhado pelos desembargadores José de Carvalho Barbosa e Newton Teixeira Carvalho.

“A oferta de curso superior sem a devida autorização ou registro perante o órgão fiscalizador, ainda que parcial, configura falha na prestação do serviço e ofensa aos deveres de cooperação e de informação. A instituição de ensino tem o dever jurídico de assegurar que o curso oferecido esteja devidamente credenciado e, sobretudo, de informar de maneira clara e ostensiva quaisquer limitações à futura inscrição profissional”, afirmou a relatora.

Ao reconhecer o dano moral, a desembargadora citou o “abalo e a frustração experimentados pelos alunos, que se viram impedidos de exercer a profissão para a qual se prepararam, o que ultrapassa o mero dissabor cotidiano”.

Fonte: TJ-MG

Queda de braço

Chega ao fim batalha bilionária da família Murdoch, que inspirou a série ‘Succession’

Foto: pixabay

Rupert Murdoch e seus filhos chegaram a um acordo sobre o trust familiar que controla dois dos principais braços de seu império de mídia — a Fox Corp. e a News Corp.. O acerto visa garantir que a Fox News mantenha sua linha editorial conservadora e que Lachlan Murdoch permaneça no comando do conglomerado global por muitos anos.

Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News, três dos filhos de Murdoch — Prudence, Elisabeth e James — deixarão de ser beneficiários do trust familiar que detém o controle das empresas. Em troca, cada um receberá uma compensação de US$ 1,1 bilhão.

O acordo é visto como uma vitória significativa para Rupert Murdoch, de 94 anos, e seu filho primogênito, solidificando a liderança de Lachlan no grupo de mídia, que inclui nomes de peso como o Wall Street Journal, a editora HarperCollins e a rede de televisão Fox.

A disputa pela sucessão e pelo controle do império Murdoch começou em 2003 e, ao longo dos anos, gerou conflitos familiares intensos, sendo inclusive apontada como inspiração direta para a premiada série da HBO, Succession, que retrata uma família dividida pela disputa por poder dentro de um conglomerado de mídia.

Evento

 Italcam promove debate sobre cuidados concorrenciais no setor de Recursos Humanos

A Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – Italcam, por meio do seu Comitê Jurídico (Cojur), promove no dia 28 de agosto, às 10h, o evento online “Diretrizes para setor de Recursos Humanos: cuidados relacionados às infrações concorrenciais”.

O encontro contará com a participação de Luiz Felipe Ramos, sócio de Del Chiaro Pereira Advogados e membro do Núcleo de Concorrência do Cojur; Márcio de Oliveira, consultor na Charles River Associates e ex-conselheiro do CADE; e Maria Lucia Benhame, sócia de Benhame Advogados e integrante do Núcleo Trabalhista do Cojur. A mediação será de Fernanda Martino, coordenadora do Núcleo de Concorrência do Cojur.

A abertura ficará a cargo de Vicente Bagnoli, presidente do Cojur.

Durante o evento, serão apresentadas orientações práticas e exemplos relevantes que ajudam a tornar a gestão de pessoas mais estratégica e segura.

Incrições: https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_dUEI_ZVnTY-rLJxwElibgw#/registration

Concessões

Prefeitura quer impedir renovação de contrato da Enel em 2028

Foto: Wikimedia

A Prefeitura de São Paulo acionou a Justiça Federal para tentar impedir a renovação antecipada do contrato da Enel, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na capital e em 23 municípios da Região Metropolitana. A ação é uma resposta ao pedido da empresa, feito em março, para estender o contrato atual, que vence em 2028, por mais 30 anos.

Na ação, a gestão Ricardo Nunes (MDB) cobra a criação de um plano de contingência específico para a cidade e a reformulação dos critérios que avaliam a qualidade e a adequação dos serviços prestados. “Não é possível aceitar a prorrogação automática da concessão sem garantias de que a população terá um serviço de energia elétrica à altura da maior cidade do país”, afirmou a procuradora-geral do município, Luciana Sant’Ana Nardi.

Desde 2023, a prefeitura vem endurecendo o tom contra a concessionária, principalmente após episódios de apagões prolongados em bairros da cidade. Vendavais e chuvas fortes agravaram a situação em diversas ocasiões, com regiões ficando dias sem luz. “Hoje não dá para aceitar a renovação. A população de São Paulo não aceita. A Enel presta um mau serviço para a cidade e para os demais 23 municípios”, disse o prefeito Nunes.

A ação judicial também pede que sejam consideradas as particularidades da capital, como a alta densidade arbórea e as mudanças climáticas, na definição de critérios técnicos e operacionais da concessionária.

Em nota, a Enel São Paulo afirmou que cumpre os indicadores do contrato atual e tem investido para aprimorar o atendimento. A companhia destaca que, de 2025 a 2027, deve aplicar R$ 10,4 bilhões em melhorias e expansão do sistema de distribuição. Também diz ter reduzido em 50% o tempo médio de atendimento desde a adoção de um plano emergencial com reforço de equipes e aumento nas manutenções preventivas.

A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido da Prefeitura.

Fonte: Money Report

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