Hytalo Santos condenado por exploração sexual de adolescentes (foto: reprodução Instragram hytalosantos)
O influenciador Hytalo Santos e seu o marido, Israel Vicente (conhecido como Euro), foram condenados à prisão pela Justiça da Paraíba por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Em sentença publicada neste domingo (22), o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, disse que os crimes foram praticados explorando a vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.
Hytalo pegou 11 anos e 4 meses e Euro, 8 anos e 10 meses de prisão. Ambos já se encontravam em prisão preventiva, e o juiz a manteve, afirmando que permanecem inalterados os fundamentos que justificaram a medida cautelar. O regime fechado foi considerado incompatível com a concessão de liberdade provisória.
O magistrado também fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, levando em conta a extensão do dano e a capacidade econômica dos condenados, além de determinar o pagamento de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em 1/30 do salário mínimo vigente.
A defesa do casal disse que vai recorrer e argumenta que, durante a instrução processual, foram apresentados pontos que afastariam a tese da acusação. “A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, convicta de que as instâncias competentes restabelecerão a justiça”, afirmam os advogados em nota.
Tráfico de pessoas e escravidão
De acordo com a sentença, o casal reunia adolescentes e os colocava em um ambiente artificial e controlado, como em um “reality show”. Ali, eram expostos a contexto adulto e a situações consideradas de risco extremo. Detalha ainda que havia permissividade no local, fornecimento de bebidas alcoólicas e negligência quanto à alimentação e à escolaridade dos adolescentes.
Hytalo e o marido foram presos em São Paulo, em agosto do ano passado, e, em seguida, transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde cumpriam a preventiva.
Além do caso no TJ-PA, o casal responde a outro processo, este na Justiça do Trabalho, por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.