Notícias

Auxílio-acidente: benefício além dos acidentes de trabalho

Critério é a existência de sequelas permanentes que impactem desempenho profissional

Por Redação / 22 de janeiro de 2026

acidente casa. Foto: Freepik

Foto: Freepik

O auxílio-acidente é um benefício pago mensalmente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pessoas que, após a recuperação de um acidente, passam a conviver com limitações permanentes que reduzem sua capacidade de trabalho em relação à função exercida anteriormente. Apesar do que muitos acreditam, o local onde o acidente ocorreu não é o fator determinante para a concessão do benefício. O critério central é a existência de sequelas permanentes que impactem o desempenho profissional.

Dados do próprio INSS mostram que, entre janeiro e julho de 2025, foram concedidos 4.796 auxílios-acidente em todo o Brasil, incluindo casos que não têm relação direta com o ambiente de trabalho. Ainda assim, especialistas avaliam que o número está abaixo do potencial, reflexo da desinformação que ainda cerca o benefício.

“A maior parte das pessoas associa esse pagamento apenas a acidentes dentro da empresa. Na prática, muitos casos que acontecem em casa, no trânsito ou durante o lazer também podem se enquadrar, mas ficam invisíveis porque ninguém explica isso de forma simples”, afirma Caroline Alves, head de Planejamento da DS Beline, assessoria especializada em auxiliar pessoas que sofreram acidentes com sequelas.

“Recebemos diariamente relatos de pessoas que passaram anos sem buscar o auxílio-acidente porque acreditavam que ele valia apenas para acidentes de trabalho. Nosso papel é transformar informação em acesso”, completa Caroline.

Outro ponto pouco conhecido é que o recebimento do auxílio-acidente não impede o segurado de continuar trabalhando. O benefício funciona como uma compensação financeira pelas limitações permanentes, mesmo quando a pessoa permanece em atividade profissional. De acordo com Caroline, esse esclarecimento é decisivo para trabalhadores que deixam de buscar o direito por receio de perder o emprego ou ter o salário reduzido.

“A desinformação é o principal obstáculo. Quando explicamos de forma acessível, as pessoas percebem que não estão pedindo algo extraordinário, mas apenas um apoio previsto para situações que mudam a vida de quem sofreu um acidente”, conclui.

Notícias Relacionadas

Notícias

PGFN amplia elegibilidade de discussões sobre amortizações fiscais do ágio à transação tributária 

Especialista orienta contribuintes sobre a adesão ao programa de regularização

Notícias

Imóvel à venda em destino ambiental choca Florianópolis

Terreno de quase 250 mil m² no Morro da Pedra Branca foi anunciado nas redes sociais no último sábado.