Durante férias, cresce a demanda por casas para temporada (Foto: Freepik)
Com a proximidade do Réveillon e das férias de verão, cresce em todo o país a busca por casas e apartamentos para aluguel de temporada, especialmente em regiões litorâneas. O aumento da demanda, no entanto, vem acompanhado de um número maior de golpes, anúncios fraudulentos e conflitos envolvendo proprietários, hóspedes e condomínios.
Nos dias que antecedem as festas de fim de ano e o início oficial do verão, plataformas digitais e redes sociais concentram milhares de anúncios de hospedagem voltados a grupos e famílias. Paralelamente, multiplicam-se relatos de reservas inexistentes, imóveis que não correspondem às ofertas divulgadas e problemas relacionados ao descumprimento de normas internas de condomínios fechados e edifícios residenciais.
Segundo a advogada Siglia Azevedo, especialista em Direito Imobiliário, este é um dos períodos mais sensíveis do ano para o setor. “A temporada de festas é o momento em que mais surgem anúncios falsos, reservas inexistentes e imóveis que não correspondem ao que foi prometido. O consumidor precisa redobrar a cautela”, alerta.
Além das fraudes, há riscos associados às regras condominiais que limitam ou proíbem locações de curto prazo. De acordo com a especialista, muitos proprietários desconhecem essas normas e acabam enfrentando multas, restrições ou até o impedimento da entrada dos hóspedes.
“Antes de fechar qualquer reserva, é essencial verificar se a locação por temporada é permitida no condomínio. Muitos edifícios têm restrições claras, principalmente quando se trata de grupos grandes, festas ou permanências muito curtas”, explica a advogada.
Ela reforça que, se a prática for proibida pela convenção condominial, tanto o proprietário quanto o hóspede podem ter problemas.
Sinais de alerta
A segurança da transação também exige atenção. Anúncios com valores muito abaixo do mercado, exigência de pagamento integral antecipado e ausência de contrato formal são considerados sinais de alerta. “O primeiro sinal de alerta é quando o suposto proprietário evita fornecer informações ou se recusa a formalizar a locação. A falta de contrato e de comprovantes é o caminho certo para cair em um golpe”, ressalta Siglia Azevedo.
Entre as recomendações aos locatários, estão a priorização de plataformas reconhecidas, a solicitação de vídeos recentes do imóvel, a verificação de CPF ou CNPJ do anunciante, a busca por referências de outros hóspedes e a recusa de pagamentos por meios que não permitam rastreamento.
Já para os proprietários, a orientação é adotar medidas preventivas, como comunicar previamente a administração do condomínio, cadastrar os hóspedes e estabelecer regras claras em contrato. “A prevenção é o melhor caminho para evitar dores de cabeça. Quem age com transparência reduz muito o risco de conflitos, multas ou responsabilização por danos causados pelos hóspedes”, reforça.
Com o início da alta temporada, a recomendação geral é checar informações em mais de uma fonte e formalizar todas as etapas da locação por escrito. Dessa forma, hóspedes e proprietários podem aproveitar o período de festas e férias com maior segurança jurídica e menos riscos de imprevistos.