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Endividamento: cresce a busca por antecipação de precatórios

Operação surge como alternativa para quem quer reorganizar finanças e reduzir dívidas

Por Redação / 2 de dezembro de 2025

Dívida bancária. Foto: Freepik

Foto: Freepik

Com 73% dos brasileiros endividados e boa parte comprometendo a renda com juros altos, o superendividamento já atinge especialmente pessoas de 30 a 43 anos, além de aposentados, pensionistas e servidores públicos, grupos que, apesar da renda fixa, seguem pressionados por empréstimos e cartões. Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas capazes de gerar liquidez imediata sem ampliar o endividamento. É nesse contexto que a antecipação de precatórios tem se tornado uma saída concreta para quem precisa reorganizar as finanças e evitar a escalada das dívidas.

Os precatórios são ordens de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas dos entes públicos, o que inclui União, estados, municípios, oriundos de decisões judiciais. Segundo a PJUS, empresa especializada na antecipação de precatórios, há um crescimento no número de credores interessados em negociar os títulos nos últimos meses.

Um desses casos é o de Márcia Cristina dos Santos, 54 anos, agente de saúde em Campina Grande (PB). Ao descobrir que poderia vender o precatório da prefeitura para uma empresa especializada, encontrou uma alternativa para reorganizar sua vida financeira. “Com o valor, consegui quitar pendências que vinham se acumulando e aliviar o peso das contas no orçamento. Hoje tenho mais tranquilidade para planejar o futuro”, conta Márcia, que é cliente da empresa.

Monetização de ativos judiciais

Casos como o dela ilustram a situação de milhares de brasileiros que, mesmo tendo valores a receber do poder público, permanecem endividados por desconhecerem a possibilidade de antecipar seus créditos com segurança.

Apesar do desconto aplicado na operação, a antecipação pode ser vantajosa quando o alívio imediato supera os juros acumulados, a incerteza sobre o prazo de pagamento e a própria correção monetária do precatório, especialmente após a instabilidade trazida pela Emenda Constitucional 136/2025 (PEC 66/2023), que alterou os cronogramas de quitação dos títulos.

“Em um cenário de juros elevados e restrição de crédito, a antecipação tem se consolidado como uma ferramenta de gestão financeira inteligente”, afirma Fernando Kalil, CEO da PJUS – a empresa ultrapassou R$ 100 milhões em negociações em apenas um mês, refletindo o aumento do interesse dos credores.

Segundo ele, o movimento reforça a tendência de “monetização de ativos judiciais”, que deve crescer nos próximos anos. “Converter um direito em liquidez, com deságio bem menor que as taxas de crédito convencionais, pode ser decisivo para famílias e empresas que buscam sair do vermelho”, finaliza.

 

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