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A Prefeitura de São Paulo levou ao Tribunal de Justiça de São Paulo um pedido claro: segurar a liberação do mototáxi marcada para 11 de dezembro, segundo a Folha de S.Paulo. O texto enviado pela gestão Ricardo Nunes busca efeito suspensivo e tenta abrir uma janela de 120 dias para construção de regras que ainda não existem.
A peça segue direta. O governo municipal sustenta que a abertura imediata do serviço empurra mais acidentes para o sistema de saúde e mexe com a rotina de uma cidade que já enfrenta pressão constante no trânsito. A Prefeitura fala em proteção da vida, da segurança jurídica e do equilíbrio urbano, numa leitura que tenta manter o passado como norte diante de mudanças rápidas.
O pano de fundo é a decisão tomada em setembro. O TJ-SP derrubou o decreto que impedia o transporte remunerado por motos na capital e fixou prazo de 90 dias para que o Executivo definisse normas. Nada avançou nesse intervalo. Grandes plataformas como Uber e 99 já anunciaram retorno do serviço assim que o limite imposto pelo tribunal vencer.
O município insiste que a retomada imediata traria impacto direto. De janeiro a novembro, foram registradas 3.744 internações ligadas a acidentes envolvendo motos, frente a 3.432 no ano anterior. As mortes subiram de 403 para 483. A frota de motos cresceu 56% na última década. São números que falam sem rodeio e reforçam o argumento central da prefeitura.
Mesmo com a proibição ainda em vigor, ofertas informais seguem espalhadas pela cidade, como na saída da estação Perus. Agora, o futuro do mototáxi volta ao TJ-SP. A corte terá de definir se segura o avanço do serviço ou se mantém a virada que empurra São Paulo para uma nova etapa da mobilidade urbana.