O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fortaleceu a segurança do Processo Judicial Eletrônico (PJe) ao permitir a identificação de assistentes vinculados a um mesmo advogado, mesmo após a implementação da autenticação em dois fatores (2FA), obrigatória desde 3 de novembro. A medida reforça o compromisso do CNJ com a integridade digital e a eficiência da atuação profissional, oferecendo mais proteção contra acessos indevidos.
O novo modelo de autenticação adiciona uma camada extra de segurança às credenciais, dificultando o uso indevido de tokens e certificados digitais. O compartilhamento desses dados, prática ainda comum em alguns escritórios, representa um risco elevado à integridade dos sistemas judiciais e pode expor informações sigilosas ou facilitar fraudes processuais. O 2FA busca eliminar esse tipo de vulnerabilidade e garantir que cada ação no sistema seja vinculada ao verdadeiro autor.
A funcionalidade de cadastro de assistentes, já disponível no PJe, surge como alternativa segura para o apoio administrativo e técnico nas rotinas jurídicas. Com ela, colaboradores autorizados podem acessar processos, expedientes e elaborar minutas de petições sem precisar compartilhar senhas ou certificados. As funções sensíveis, como assinatura eletrônica e registro de ciência de intimações, permanecem exclusivas do advogado titular, o que assegura a rastreabilidade e a confiabilidade das ações.
De acordo com o CNJ, a autenticação em dois fatores integra um conjunto de iniciativas voltadas à proteção do ecossistema digital da Justiça, especialmente contra golpes como o do falso advogado. Com a verificação em duas etapas, apenas o titular da credencial consegue executar operações críticas, o que fortalece a segurança, a transparência e a responsabilidade no uso das plataformas eletrônicas do Poder Judiciário.