Notícias

Aposentadoria: quando vale a pena buscar o reajuste?

Segundo especialista, muitos aposentados estão recebendo menos do que têm direito

Por Redação / 4 de novembro de 2025

aposentadoria. Foto: Freepik

Foto: Freepik

O número de aposentados em busca de revisão dos benefícios cresce em todo o país. Com as recentes mudanças na legislação e novas interpretações da Justiça, muitos segurados do INSS descobriram que o valor que recebem mensalmente pode estar incorreto — em alguns casos, por falhas simples nos cálculos ou por regras que não foram aplicadas corretamente.

Em 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ampliou os prazos para revisão e iniciou a realização de revisões automáticas, medida que reacendeu o interesse de aposentados e pensionistas em conferir seus pagamentos.

A advogada Tayssa Ozon, sócia-fundadora da Ozon & Tommasi Advogados, explica que o pedido de revisão é um direito previsto em lei e pode representar uma diferença relevante na renda do beneficiário.

“Muitos acreditam que o valor concedido é definitivo, mas não é bem assim. A legislação permite a reanálise sempre que há erro de cálculo ou novas interpretações que possam resultar em um benefício mais justo”, destaca.

De acordo com o INSS, cerca de 140 mil segurados serão contemplados com a prorrogação da revisão do Artigo 29 II, válida até dezembro de 2025. A medida corrige benefícios concedidos com erro entre 2002 e 2009. Além disso, mais de 800 mil aposentadorias por incapacidade permanente também serão reavaliadas ao longo do ano.

Segundo a especialista, existem dois tipos principais de revisão:

  • Revisão de fato, quando existem falhas ou omissões nos cálculos;

  • Revisão de direito, baseada em novas teses ou decisões judiciais.

“Casos de vínculos empregatícios ignorados, salários computados abaixo do real e períodos de atividade especial desconsiderados são muito mais comuns do que se imagina”, afirma.

Ela afirma que também há revisões ligadas a novas teses, como o sabido caso da revisão da ‘vida toda’, por exemplo, que permite incluir contribuições anteriores a 1994; e, em muitos casos, pode aumentar significativamente o valor do benefício.

Antes de pedir qualquer revisão ou reajuste, a advogada alerta para o prazo de dez anos a partir do primeiro pagamento e reforça a importância de uma análise técnica detalhada.

“Cada caso é único. Um cálculo bem feito pode representar um aumento expressivo e até gerar valores retroativos. Por isso, é fundamental buscar orientação especializada antes de tomar qualquer decisão”, conclui.

 

Notícias Relacionadas

Notícias

Tecnologia impactou profundamente as relações trabalhistas, diz advogado

Antonio Carlos Aguiar foi o entrevistado do programa “TRT Entrevista”