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Após operação com 121 mortos, Moraes se reúne no Rio com Castro e chefes da segurança pública

Encontro ocorreu a portas fechadas no CICC, um dia após o ministro cobrar a preservação de provas da ação nas comunidades da Penha e do Alemão

3 de novembro de 2025

Nelson Jr./SCO/STF

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve nesta terça-feira (3) no Rio de Janeiro para uma reunião de quase duas horas com o governador Cláudio Castro e representantes das forças de segurança do estado. O encontro ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, e tratou da megaoperação que terminou com 121 mortos — entre eles, quatro policiais.

Moraes, relator da ADPF das Favelas, chegou e deixou o local de helicóptero, acompanhado de Castro. A reunião, iniciada pouco depois das 11h e encerrada às 13h50, foi totalmente reservada. Nem assessores puderam participar, e nenhuma autoridade concedeu entrevista após o encontro.

Também participaram da conversa o secretário de Segurança Pública, Victor Santos; o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes; o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi; o procurador-geral do Estado, Renan Saad; e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnica Científica, Waldyr Ramos.

A visita de Moraes ao Rio ocorre em meio à repercussão da operação nos complexos da Penha e do Alemão, criticada por organizações de direitos humanos e pela Defensoria Pública, que pediu a preservação das provas. No domingo (2), Moraes determinou que o governo do estado mantenha intactos todos os elementos materiais e periciais ligados à ação, garantindo a cadeia de custódia e o acesso da Defensoria Pública do Estado às informações.

Na decisão, o ministro reiterou determinações anteriores do STF no julgamento da ADPF das Favelas, que impõem regras para operações policiais em comunidades — entre elas, a preservação de vestígios de crimes, o registro fotográfico das perícias e a proibição de remoção indevida de corpos sob pretexto de socorro.

A ação, que o governo do Rio classificou como “integração das forças de segurança”, reacendeu o debate sobre os limites das operações em áreas de favela e o controle judicial sobre a atuação policial. Além do encontro com Castro, Moraes ainda deve se reunir com representantes do Judiciário, do Ministério Público e com o prefeito Eduardo Paes.

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