Foto: Divórcio milionário (Pixabay)
Um divórcio em Salvador envolve a disputa de pelo menos R$ 224 milhões e denúncias de violência doméstica. Segundo informações do colunista Guilherme Amado, do portal PlatôBR, a separação do empresário Lucas Queiroz Abud e de Fabiana Gordilho envolve ainda acusações que colocam em risco o exercício da advocacia.
Casados em 2006 sob comunhão parcial, Fabiana e Lucas Abud mudaram o regime para separação total em 2011, sem que ela recebesse a contrapartida. No ano seguinte, ele vendeu à Estre Ambiental empresas que foram criadas ou tiveram crescimento durante o regime de comunhão. Segundo documentos disponíveis no TJ-SP, a transação foi fechada por R$ 224,2 milhões.
A separação aconteceu em 2019 e, inicialmente, teria sido consensual. Porém, os advogados de Fabiana sustentam que ela assinou o divórcio sob coação. Além disso, relatam episódios de violência doméstica desde 2009, incluindo uma agressão em julho de 2019, nos Estados Unidos. O empresário nega.
A defesa de Abud apresentou à seccional baiana da OAB uma representação contra a defesa de Fabiana, formada pelos advogados Eugenio Krushevsky, Ana Patrícia Dantas Leão e Michelle Santos Alan.
O ponto central seria a suposta inconsistência na data de uma agressão relatada nos EUA. Segundo os advogados de Abud, ele não estava no país na ocasião. Já a defesa de Fabiana alega que os advogados de Abud se baseiam em uma interpretação equivocada de datas devido ao padrão americano (mês antes do dia).
Em resposta, Fabiana defendeu a atuação de seus representantes. “Confio de olhos fechados nos meus advogados. Eles são sérios, éticos e estão comigo desde o início. Lamento as tentativas de desqualificar o trabalho deles e sigo acreditando na Justiça, que, tenho certeza, vai revelar a verdade”, escreveu à coluna do jornalista.
Os advogados do empresário disseram que não comentam o caso fora dos autos. “A defesa de Lucas Abud manifesta o seu repúdio pelo vazamento seletivo e distorcido de informações sob segredo de Justiça e não comentará fora dos autos, como jamais comentou, qualquer aspecto dos temas ali tratados em respeito ao Judiciário, aos menores e às pessoas envolvidas”.
Por sua vez, os advogados de Fabiana divulgaram nota reforçando que as acusações de fraude são “infundadas” e têm como objetivo tumultuar o processo e desqualificar a cliente. Enviaram ao PlatôBR a seguinte nota:
“Por se tratar de um processo que tramita em segredo de Justiça e, sobretudo, em respeito à própria cliente, a defesa não vai divulgar detalhes, evitando que ela continue sendo vítima, inclusive de exposição pública, em um momento já bastante difícil.
Os advogados reafirmam plena confiança na Justiça baiana e seguirão atuando com integridade, lutando pela verdade até o fim, sempre em defesa da dignidade da cliente e de seus filhos. As acusações de suposta fraude processual são totalmente infundadas e buscam tumultuar o processo, confundir os julgadores e expor uma mulher que é vítima nessa situação.
As provas apresentadas pela defesa são contundentes, mas, em razão do sigilo processual, não podem ser tornadas públicas. Nossa cliente já sofreu o bastante apenas por ser mulher. A campanha difamatória dirigida contra nós decorre unicamente do exercício da advocacia, que sempre realizamos de forma ética e responsável, em defesa dessa mulher.
Enquanto nossa cliente não se sentir preparada para tornar público tudo o que aconteceu, continuaremos a protegê-la, certos de que estamos ao lado da verdade”.