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TRF-3 lança plataforma de IA para ajudar em tarefas como pesquisa, processos e redação de minutas

Ferramenta LIA 3R foi desenvolvida por magistrados e servidores para apoiar atividades do Judiciário

6 de março de 2026

Magistrados e servidores assistiram ao lançamento da plataforma de IA do TRF-3 pela plataforma Teams. Foto: Divulgação

Magistrados e servidores acompanharam o lançamento da nova plataforma de IA (Foto: Divulgação)

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) lançou, no último dia 27, a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores da 3ª Região, para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

Em transmissão ao vivo pela plataforma Teams, o presidente do TRF-3, desembargador Federal Carlos Muta, agradeceu o empenho de todos no desenvolvimento do projeto.

“É uma alegria colocar em funcionamento uma solução que foi moldada para as necessidades de nosso público, com a maior economicidade possível.”

O vice-presidente e presidente eleito do TRF-3 para o biênio 2026-2028, desembargador federal Johonsom di Salvo, enalteceu o trabalho dos envolvidos na criação e a “superioridade da ferramenta tecnológica”.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF-3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor.”

A desembargadora explicou que a tecnologia chega como aliada para organizar informações, otimizar fluxos, reduzir o retrabalho e liberar tempo qualificado para o que realmente exija análise jurídica aprofundada.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares: 1) ética e governança; 2) autonomia institucional; 3) responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada.

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta.

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG (técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta) e integrações que enriquecem a resposta.

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do SIGMA (sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial) e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos (prompts/agentes).

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados (RAG) e documentos fornecidos pelo usuário na conversa (texto/anexos).

Concurso cultural 

No lançamento da LIA 3R, foi divulgado o resultado do concurso cultural organizado pela Comissão Permanente de Informática da Justiça Federal da 3ª Região, criado para conceber o nome e a identidade visual do projeto.

Em uma mensagem conjunta, a Presidência do TRF3, a Comissão de Informática e a Comissão Julgadora do Concurso Cultural valorizaram a riqueza das 229 contribuições recebidas.

“Foram centenas de e-mails, ideias, desenhos e frases que chegaram até nós. Mais do que sugestões técnicas, recebemos manifestações genuínas de engajamento, entusiasmo e, acima de tudo, uma compreensão profunda dos valores éticos e humanos que guiam a nossa inovação.”

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no nosso dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil.

Ao todo, cinco participantes do concurso tiveram as sugestões acolhidas e receberam, como um gesto simbólico de reconhecimento, livros selecionados pela Comissão Julgadora.

Os outros ganhadores foram Ana Carolina Cerqueira Minorello, com o slogan “Inteligência que inspira”; Izabel Pedro, Jorge Fernando Branada Subiabre e Anne Rosa Duarte, com sugestões para a criação do logotipo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF-3 

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