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TCU livra Hugo Motta de apuração por funcionárias fantasmas

Tribunal arquiva denúncia sem pedir explicações ao presidente da Câmara

14 de novembro de 2025

Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União decidiu encerrar o caso que questionava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por suspeita de empregar funcionárias que não cumpriam expediente. A Primeira Câmara do TCU rejeitou o pedido do Ministério Público de Contas, alegando falta de provas. Nenhum pedido de esclarecimento foi feito ao parlamentar.

Com informações do site Folha de S.Paulo, a representação citava três servidoras com vínculos incompatíveis com o trabalho legislativo. Entre elas, uma fisioterapeuta que atendia em clínicas particulares, uma assistente social com cargo na prefeitura de João Pessoa e uma médica recém-formada que estudava fora do estado enquanto constava como funcionária do gabinete.

O subprocurador responsável sustentou que o caso feria os princípios constitucionais de moralidade e eficiência e solicitou a devolução dos valores recebidos. Mesmo assim, o relator, ministro Jonathan de Jesus, avaliou que não havia indícios mínimos de irregularidade e recomendou o arquivamento, decisão que foi apoiada por todos os ministros.

Jonathan, ex-deputado e ex-integrante do Republicanos, foi escolhido para o TCU em 2023 com apoio da própria Câmara. A área técnica da Corte havia sugerido a coleta de novas informações, mas o plenário ignorou o parecer.

As servidoras foram demitidas apenas após a divulgação das denúncias. Procurado, Motta afirmou respeitar as regras da Casa e o trabalho de seus funcionários, mas não apresentou registros que comprovassem as atividades exercidas por elas.

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