O advogado Luiz Felipe Pereira da Cunha, de 56 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (8), em Brasília, vítima de um infarto fulminante. Atuando em casos de grande repercussão nacional, ele representava réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo Adalgiza Maria Dourado, condenada a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
Em abril deste ano, Cunha acionou a Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos no STF. Na denúncia, alegou que sua cliente havia sofrido violações de direitos humanos enquanto estava detida na Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal.
No mês seguinte, Alexandre concedeu prisão domiciliar a Adalgiza, levando em conta a idade avançada da ré, além de problemas de saúde como ansiedade e colesterol alto.
Com uma carreira voltada para processos complexos, Cunha se tornou um dos nomes mais conhecidos entre os advogados ligados aos episódios do 8 de janeiro, quando grupos invadiram e depredaram prédios públicos em Brasília.
Fontes: Terra e Metrópoles