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Justiça absolve acusados da tragédia no Ninho do Urubu, do Flamengo

Incêndio que matou 10 jovens atletas do Flamengo em 2019 teve sete réus inocentados

Por Redação / 22 de outubro de 2025

Foto: Logo do Flamengo/Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro absolveu, em primeira instância, nesta terça-feira (21/10), todos os sete réus acusados pelo incêndio que matou dez adolescentes no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em 2019. O caso, considerado a maior tragédia da história do clube, chocou o país ao ceifar vidas de jovens promessas do futebol, com idades entre 14 e 16 anos.

A decisão foi proferida pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal da Capital, que considerou improcedente a denúncia por incêndio culposo e lesão corporal. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) havia pedido a condenação dos acusados, apontando que a tragédia “poderia e deveria ter sido evitada”. Segundo o órgão, mais de 40 testemunhas foram ouvidas, e a responsabilidade criminal dos envolvidos estaria “plenamente comprovada”.

Apesar das alegações do MP, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para condenar os sete acusados, todos com cargos de responsabilidade no CT à época do incêndio. Cabe recurso da decisão.

Estruturas precárias

Inicialmente, 11 pessoas foram denunciadas, mas ao longo do processo, alguns nomes foram retirados. O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, por exemplo, foi excluído da ação em fevereiro de 2025 devido à idade — acima de 70 anos, o prazo de prescrição é reduzido pela metade. Outros, como o engenheiro Luiz Felipe e o ex-diretor da base Carlos Noval, tiveram as denúncias rejeitadas ainda na fase inicial. O monitor Marcus Vinicius também foi absolvido.

Os sete que foram a julgamento eram ligados à administração do centro de treinamento ou à manutenção dos contêineres onde os garotos dormiam. Segundo o MPRJ, os réus agiram com negligência ao permitir que adolescentes fossem alojados em estruturas precárias e com aparelhos de ar-condicionado sem manutenção adequada.

A tragédia

Na madrugada de 8 de fevereiro de 2019, um incêndio de grandes proporções atingiu o alojamento improvisado do Ninho do Urubu, onde dormiam 26 jovens da base do Flamengo. Dez morreram, e outros três ficaram feridos.

O fogo começou em um dos aparelhos de ar-condicionado, instalado nos contêineres metálicos usados como dormitório. O local não possuía licença dos bombeiros, nem estrutura adequada para funcionar como alojamento.

Indenizações e acordos

Desde o acidente, o Flamengo firmou acordos com as famílias das dez vítimas fatais. A Justiça havia determinado que o clube pagasse mais de R$ 3 milhões à família do goleiro, além de pensões mensais. Outros acordos foram fechados entre 2019 e 2021, variando conforme as negociações individuais.

Fontes: UOL e Metrópoles

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