Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A temporada de declaração do Imposto de Renda, que acontece de 23/3 a 29/5 de 2026, costuma expor erros recorrentes de empresários e investidores. Não é para menos, pois a obrigação fiscal tende a envolver diferentes fontes de renda, como participação societária, distribuição de lucros, investimentos e aplicações digitais.
Em 2024, a Receita Federal registrou que 57,4% das retenções na malha fiscal ocorreram por problemas em deduções, enquanto 27,8% tiveram relação com omissão de rendimentos.
De acordo com a advogada Mayra Saitta, especializada em Direito Empresarial, a falta de organização financeira continua sendo um dos principais fatores que levam empresários à malha fina. “A Receita cruza informações enviadas por bancos, empresas e corretoras. Quando há divergência entre renda declarada, patrimônio e movimentação financeira, o risco de inconsistência aumenta”, explica.
Segundo a especialista, outro ponto que exige atenção é a mistura entre finanças da empresa e da pessoa física, situação comum entre pequenos empresários. “Muitos empreendedores usam a conta da empresa para despesas pessoais ou deixam de registrar corretamente pró labore e distribuição de lucros. Isso cria distorções que aparecem na declaração”, afirma. Confira, abaixo, dicas para não errar na declaração.
Reúna todos os informes de rendimento
Antes de preencher o documento, junte documentos de bancos, corretoras, empresas e planos de saúde para garantir que os dados coincidam com os informados à Receita.
Declare corretamente pró-labore e lucros
Evite misturar receitas da empresa com rendimentos pessoais, pois isso pode gerar inconsistências no cruzamento de dados.
Informe todas as operações de investimento
Ações, fundos, aplicações no exterior e criptoativos devem ser declarados corretamente, mesmo quando houver prejuízo.
Revise as deduções declaradas
Despesas médicas, educacionais e dependentes precisam ter comprovação, pois são itens frequentemente analisados pelo Fisco.
Atenção à evolução patrimonial
O crescimento de bens e investimentos deve ser compatível com a renda declarada para evitar questionamentos.