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Governo quer judicializar IOF, mas manobra pode ser frustrada

Governo terá um grande desafio para comprovar que, de fato, não houve excesso em medida

27 de junho de 2025

Em uma nova tentativa de avançar com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o governo avalia judicializar o caso. A ação é uma resposta ao Congresso Nacional, que decidiu derrubar a medida do governo. Para Felipe Wagner de Lima Dias, mestre em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas e sócio do Marcos Martins Advogados, analisando os os fundamentos do projeto de decreto legislativo e os argumentos que fizeram com que ele caísse, o governo terá um grande desafio para comprovar que, de fato, não houve excesso na edição do texto. “Foi amplamente noticiado que o aumento do IOF decorria de uma necessidade de ampliar a arrecadação do governo, dando ao imposto uma destinação distinta do fim regulatório a que se presta, em primeira ordem”, avalia.

“Agora, o governo fundamenta a judicialização em um num caso antigo da CPRB (Contribuição Patronal sobre Receita Bruta), em que o Supremo Tribunal obrigou o Congresso a indicar as contrapartidas orçamentárias para a prorrogação de um benefício tributário. Entretanto, seguir por essa linha leva o governo de volta ao ponto zero, ou seja, valida o argumento de uso indevido do IOF com fins arrecadatórios, utilizado para constituir a derrubada do decreto”, conclui.

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