Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A imagem do Brasil no exterior segue fortemente associada a símbolos tradicionais como futebol, carnaval e natureza. É o que mostra a pesquisa Observatório Febraban, realizada entre 15 de novembro e 2 de dezembro de 2025 com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, que traça um panorama de como os brasileiros acreditam que o país é visto internacionalmente.
Segundo o levantamento, o futebol lidera a lista de elementos que melhor representam o Brasil fora do país, com 26% das menções. Em seguida aparecem o carnaval e a natureza/paisagens, ambos com 17%. Outros aspectos surgem com menor destaque, como turismo (9%), violência (7%) e a Amazônia (7%). Cultura popular, política e economia ficam abaixo de 5% das citações, indicando menor associação direta à imagem externa do país.
O estudo analisa tanto dimensões racionais — como fontes de informação e grau de visibilidade internacional — quanto símbolos e atributos ligados ao Brasil. Nesse recorte, a percepção predominante é positiva. Para 85% dos entrevistados, o país é visto como um destino altamente atraente e acolhedor, com forte vocação turística. Em 2025, o Brasil recebeu 8 milhões de turistas estrangeiros, um crescimento superior a 40% em relação a 2024, segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
A imagem de uma democracia sólida também aparece de forma relevante, com 60% das menções.
Avanços em agendas contemporâneas reforçam essa percepção: 56% associam o Brasil à energia limpa e 55%, aos direitos humanos. O país também é considerado um ambiente favorável para negócios (54%) e para morar (53%), além de manter relevância e influência no cenário internacional para 52% dos respondentes. A proteção da Amazônia surge como um elemento importante dessa imagem, citada por 51%.
Apesar do quadro majoritariamente positivo, a pesquisa aponta um desafio: o indicador “país respeitado no cenário internacional” alcança 46%, ficando abaixo dos demais atributos avaliados e sugerindo que a reputação global do Brasil ainda tem espaço para se fortalecer.