Em apenas sete meses, o programa Crédito do Trabalhador já movimentou R$ 82,1 bilhões em empréstimos, beneficiando mais de 7,1 milhões de trabalhadores. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), R$ 37 bilhões — referentes a 2,3 milhões de contratos antigos de crédito consignado — foram convertidos para a nova plataforma. Ainda há cerca de 1 milhão de contratos pendentes de migração, a maioria de valores menores.
Com juros médios de 3,07% ao mês e empréstimos médios de R$ 11,4 mil por beneficiário, o programa tem transformado o acesso ao crédito no país. “Mais de 50% dos trabalhadores e trabalhadoras que fizeram empréstimos ganham até quatro salários mínimos. Esses trabalhadores estão conseguindo sair das mãos do agiota e das mais variadas formas de empréstimos pessoais — como CDC, rotativo do cartão de crédito e cheque especial — que cobram, em média, 11,2% ao mês”, afirmou o ministro Luiz Marinho.
Atualmente, 122 instituições financeiras estão habilitadas no programa, sendo que 79 já operam ativamente. Entre os maiores volumes de empréstimos, o Itaú lidera com R$ 16,7 bilhões, seguido pelo Banco do Brasil (R$ 12,2 bi), Santander (R$ 11,6 bi) e Caixa Econômica Federal (R$ 7,9 bi).
Os estados que mais contrataram foram São Paulo (R$ 29,4 bi), Rio de Janeiro (R$ 7,2 bi), Minas Gerais (R$ 6,4 bi), Rio Grande do Sul (R$ 5,2 bi) e Paraná (R$ 4,9 bi).
A portabilidade de contratos segue sendo feita pelos canais bancários, mas, a partir de 1º de dezembro, também estará disponível dentro da Carteira de Trabalho Digital. O governo planeja ainda lançar um sistema de garantias que pode usar até 10% do saldo do FGTS, 40% da multa rescisória ou 35% das verbas rescisórias, valores que poderão ser automaticamente utilizados para quitar o empréstimo em caso de demissão.
Lançado em março, o Crédito do Trabalhador tem como objetivo oferecer crédito mais acessível para empregados do setor privado, incluindo trabalhadores celetistas, domésticos, rurais e empregados de MEI. O programa permite substituir dívidas caras por empréstimos com juros mais baixos, ampliando a inclusão financeira e fortalecendo a segurança econômica de milhões de brasileiros. A expectativa do governo é que, em quatro anos, 25 milhões de pessoas sejam incluídas no consignado privado.