Foto: Freepik
No primeiro dia de 2026, o mundo acorda com um dado que ajuda a entender o rumo da economia global e os dilemas que vêm junto. Um estudo divulgado pelo portal Exame.com, com base no relatório Billionaire Ambitions Report, do banco suíço UBS, mostra que 2025 terminou como o ano com o maior número de bilionários já registrado.
Segundo o levantamento, o planeta fechou 2025 com cerca de 2,9 mil bilionários, grupo que concentra um patrimônio estimado em US$ 15,8 trilhões, algo próximo de R$ 83,9 trilhões. Em comparação, no ano anterior eram 2,7 mil pessoas, com fortuna somada de US$ 14 trilhões. Só em 2025, 287 novos nomes entraram para o clube, no segundo maior salto anual desde o início da série histórica, em 2015.
O estudo aponta que o movimento foi impulsionado pela valorização de empresas de tecnologia e pelo desempenho dos mercados acionários em diferentes regiões. Esse cenário tem reflexos diretos no campo jurídico, especialmente em temas como governança corporativa, regulação do mercado financeiro e estruturação patrimonial.
Outro dado chama atenção de advogados que atuam com planejamento sucessório e direito de família. Dos novos bilionários listados em 2025, 91 são herdeiros. A projeção do UBS indica que, nos próximos 15 anos, ao menos US$ 5,9 trilhões devem ser transferidos por herança entre gerações de grandes fortunas. O número pressiona sistemas tributários e coloca em pauta debates sobre impostos sobre herança, doações e reorganização de ativos.
Para o Direito, o recado é direto. Cresce a necessidade de regras claras sobre sucessão, transparência patrimonial e fiscalização, em um ambiente onde o capital se concentra e atravessa fronteiras com facilidade. O dado econômico vira fato jurídico. O calendário mudou, mas a discussão segue a mesma.