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Advogados poderão ter reserva de até 10% de vagas de estacionamento em locais onde estiverem no exercício de suas funções. É o que determina o Projeto de Lei 5.076/25, de autoria dos deputados Júlio Rocha (Agir) e Dionísio Lins (PP), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, na terça-feira (25). A medida segue para sanção do governador Cláudio Castro.
A reserva de 10% será aplicada a estacionamentos com capacidade igual ou superior a 20 vagas. Em caso de quantidade inferior, será reservada, ao menos, uma vaga para os advogados. “Prever o percentual mínimo de vagas nos fóruns, nas unidades das polícias Civil, Militar e instituições prisionais se faz necessário para garantir o livre exercício da advocacia e a plena defesa dos direitos e garantias dos clientes”, justificou Júlio Rocha.
A proposta atualiza a Lei 9.827/22, que já autoriza as administrações de instituições públicas, como fóruns, delegacias, batalhões e presídios, a disponibilizar em suas instalações um número mínimo de vagas de estacionamento destinadas aos advogados, quando estes estiverem no exercício da profissão. No entanto, a norma não estabelecia um percentual mínimo.
Dificuldades de acesso
Para endossar a importância da adoção do percentual de vagas reservadas para advogados, Rocha também citou a justificativa da lei original. Segundo consta na norma, as unidades prisionais, principalmente naquelas localizadas no interior do estado, que geralmente ficam na beira de rodovias, os advogados são obrigados a percorrer longas distâncias a pé, inclusive sob mau tempo.
Além disso, o problema se torna mais contundente quando se trata de profissionais idosos e gestantes, devido às condições adversas das calçadas. A legislação ainda demonstra que, nos fóruns, por exemplo, há vagas demarcadas para juízes, membros do Ministério Público, Defensoria Pública, funcionários. No entanto, no caso dos advogados, elas não existem ou, quando há, a quantidade de vagas oferecidas não atende ao afluxo de profissionais da advocacia.
Fonte: Alerj