Notícias

Advogada é multada após usar inteligência artificial para inventar decisões da Justiça

TRT considerou litigância de má-fé o uso de julgados falsos criados por IA

17 de setembro de 2025

Inteligência artificial. Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região multou trabalhadora por litigância de má-fé em razão de uso irregular de inteligência artificial (IA) em recurso. A conduta resultou em invenções de julgados atribuídos a ministros do Trabalho e a suposto julgador do TRT da 3ª Região.

Após pesquisas infrutíferas dos textos citados, foi aberto prazo de manifestação à autora, a qual respondeu que “não se atentou em retirar tais entendimentos que foram produzidos de forma incorreta”.

Para o juiz-relator do acórdão João Forte Júnior, a advogada que assinou a petição foi quem construiu o conteúdo visando “convencer o julgador que outros Tribunais entendiam da exata forma como alegou em seu recurso”. Lembrou, porém, que cabia a ela fazer todas as conferências necessárias, pois a responsabilidade pelos atos processuais é considerada da parte (representada por sua advogada).

“Não é minimamente razoável atribuir culpa à inteligência artificial quando esta depende de comandos de seres humanos (…) A utilização de ferramentas de IA não exime a parte de sua responsabilidade pelo conteúdo apresentado”, pontuou o magistrado.

Com a decisão, a reclamante teve todos seus pedidos negados pela Turma e deverá arcar com multa de 5% do valor da causa por faltar com a verdade e agir de modo temerário no processo (artigo 793-B, incisos II e V, da Consolidação das Leis do Trabalho). Cabe recurso.

(Processo: 1001467-35.2024.5.02.0467)

Notícias Relacionadas

Notícias

Justiça autoriza rescisão indireta de trabalhadora que atuou durante gestação

Decisão declarou rescisão indireta do contrato de trabalho de gestante

Notícias

STF garante matrícula de criança em escola pública próxima à residência

No caso analisado, Secretaria de Educação do DF alegou falta de vagas