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Estados sob a jurisdição do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), São Paulo e Mato Grosso do Sul concentram o maior número de precatórios federais, com 39.330 títulos registrados, de acordo com levantamento feito pela Precato, fintech especializada na compra desse tipo de título, com base em dados oficiais.
O TRF-4, responsável por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, aparece na sequência, com 37.676 títulos, seguido pelo TRF-1, com sede em Brasília, que soma 31.302. No total, existem 143.007 precatórios, isto é, débitos que o poder público precisa pagar após perder uma ação na Justiça e não ter mais possibilidade de recorrer, pendentes de pagamento pela União.
Esses três tribunais também lideram a concentração de recursos. Juntos, respondem por quase 80% do valor dos precatórios federais previstos no Orçamento de 2026 do Governo Federal, num total de R$ 64,3 bilhões.
Esses valores entram no orçamento e seguem uma fila de pagamento definida por regras constitucionais. No caso das dívidas federais, a distribuição não é feita pelas regiões tradicionais do país, mas sim pela divisão dos TRFs, que agrupam diferentes estados sob cada jurisdição.