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Cão Orelha: defesa pede cautela e diz que adolescentes estão sofrendo “linchamento virtual”

Advogados afirmam que menores não aparecem em vídeos que circulam nas redes sociais

Por Redação / 29 de janeiro de 2026

Foto: Reprodução Cão Orelha

O cão comunitário Orelha (Foto: Reprodução)

A defesa de dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do Orelha, cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, pediu cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e informações sobre o caso. Segundo os advogados, os jovens representados não aparecem nos vídeos que circulam nas redes sociais e que supostamente retratariam o episódio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, a exposição de menores de idade viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem estimulado um “linchamento virtual” contra os adolescentes e suas famílias.

“Como informado durante coletiva da Polícia Civil, não há vídeo ou imagens que comprovem o momento do suposto ato de maus-tratos. Destaca-se que, em seu esclarecimento, a delegada do caso, Mardjoli Valcareggi, afirma que tal vídeo nunca existiu, contrariando rumores de que ele havia sido apagado em um contexto de coação para eliminação de provas”, garante a defesa dos adolescentes.

Os advogados alegam ainda que os dois jovens não aparecem em um vídeo que mostra rapazes na Praia Brava. As investigações indicam que o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes.

A investigação está a cargo da Polícia Civil de Santa Catarina, com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital (Meio Ambiente). A polícia identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos. Na segunda-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados; ninguém foi detido, e celulares e notebooks foram apreendidos.

Segundo a defesa, é necessário respeitar os ritos formais do processo, analisar evidências concretas e, somente então, responsabilizar os culpados.

“Em nome das famílias que enfrentam um verdadeiro linchamento virtual pela escalada do episódio, pedimos a cautela e a responsabilidade no compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade dos fatos. Por último, reiteramos a colaboração com as autoridades para que esse triste episódio seja rapidamente esclarecido”, afirmam os advogados.

O caso ganhou grande repercussão após a confirmação da morte do cão Orelha, de cerca de 10 anos, que não resistiu a agressões e morreu durante atendimento veterinário.

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