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O Ministério Público da Espanha arquivou, nesta sexta (23), denúncia apresentada contra o cantor Julio Iglesias por duas ex-funcionárias que o acusavam de abuso sexual, tráfico de pessoas e outros crimes. A informação foi divulgada pelo jornal El País.
Segundo o órgão, que havia instaurado um inquérito preliminar, a apuração foi encerrada por falta de jurisdição dos tribunais espanhóis. No entendimento do Ministério Público, os fatos relatados não competem à Justiça do país, o que torna o Tribunal Nacional espanhol incompetente para conduzir a investigação.
A denúncia foi protocolada em 5 de janeiro por duas ex-empregadas do artista. Elas relataram ter sido vítimas de humilhações, assédio sexual e abuso de poder, especialmente contra funcionárias jovens e em situação de vulnerabilidade econômica.
Investigações conduzidas pela emissora norte-americana Univision e pelo jornal espanhol elDiario.es apontaram que os supostos episódios teriam ocorrido em 2021, em propriedades de Julio Iglesias na República Dominicana e nas Bahamas.
O cantor negou as acusações e, por meio de sua defesa, solicitou o arquivamento do caso. Em petição apresentada à Justiça espanhola, o advogado de Iglesias sustentou que eventuais crimes deveriam ser apurados nos países onde teriam ocorrido, e não na Espanha.
Julio Iglesias chegou a publicar uma sequência de stories em seu Instagram, nos quais compartilhou capturas de supostas conversas de WhatsApp trocadas com as denunciantes. Segundo o artista, as mensagens teriam conteúdo afetuoso e foram divulgadas com o objetivo de apontar contradições nos relatos e reforçar sua inocência.