Notícias

Receita vai rastrear “contratos de gaveta” em 2026; multas podem chegar a 75%

Especialista alerta que novo cadastro dará fim à informalidade nos aluguéis e que formalização passa a ser indispensável para evitar sanções severas

Por Redação / 25 de novembro de 2025

Herança. Foto: Freepik

Foto: Freepik

A partir de 2026, a informalidade no mercado de locação imobiliária deve enfrentar um divisor de águas. A Receita Federal passará a monitorar automaticamente os chamados “contratos de gaveta” por meio do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), sistema que integrará informações de cartórios, prefeituras, bancos e concessionárias. A tecnologia permitirá identificar, em tempo real, contratos de aluguel não declarados, e aplicar multas que podem chegar a 75% para locadores e 20% para inquilinos.

A presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, Eliza Novaes, afirma que a mudança encerra uma prática historicamente usada para driblar burocracias e impostos. “O contrato de gaveta, que historicamente foi uma prática comum para evitar burocracias e impostos, deixa de ser uma alternativa segura. A formalização passa a ser indispensável para evitar sanções severas, além de garantir direitos e segurança jurídica para todos os envolvidos”, explica.

Segundo Eliza, a oficialização dos contratos deve ampliar a transparência e a proteção jurídica, beneficiando tanto proprietários quanto inquilinos e fortalecendo o setor. Ela recomenda que locadores formalizem acordos com detalhamento de valores, prazos, garantias e obrigações, enquanto locatários devem redobrar a atenção ao analisar a documentação antes de fechar qualquer negócio.

A advogada também destaca o impacto estrutural do CIB na modernização do mercado imobiliário, já que o sistema criará um identificador único para cada imóvel e reunirá dados sobre propriedade, ocupação e movimentações financeiras. “Com essa ferramenta, a Receita poderá rastrear eventuais irregularidades e combater fraudes e sonegações fiscalizadas de forma mais eficaz”, explica.

Para evitar problemas com as novas exigências, Eliza Novaes orienta que proprietários e inquilinos busquem assessoria jurídica especializada para elaboração e revisão dos contratos, garantindo conformidade legal e negociações mais seguras.

Notícias Relacionadas

Notícias

Aos 75, Peixoto & Cury se mantém no topo com tecnologia e cultura

Escritório alia tradição com a capacidade de se adaptar às novas tecnologias

Notícias

TST discutirá metas nacionais em audiência pública na próxima quinta

Evento será das 14h às 16h, com transmissão ao vivo pelo canal do TST no YouTube