Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Banco Central do Brasil rejeitou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (3) pelo próprio BRB. A decisão ocorre após mais de cinco meses de análise, embora o BC ainda tivesse quase um ano para se manifestar.
A operação previa que o BRB adquirisse 58% do capital total do Master, incluindo 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. O negócio já tinha aval do Cade e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com sanção do governador Ibaneis Rocha.
O BRB, que é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, controlada majoritariamente pelo governo do Distrito Federal (71,92%), afirmou que a aquisição era estratégica. A instituição tem atuação nacional: além do DF, está presente no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraíba.
A compra foi acompanhada de perto pelo Ministério Público do DF, devido a riscos na forma de captação do Banco Master. Após a reprovação, o BRB informou que solicitará os fundamentos da decisão para avaliar alternativas legais.
A reprovação aconteceu um dia após líderes da Câmara dos Deputados pedirem urgência para um projeto que permite ao Congresso demitir diretores do BC — movimento criticado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele também defendeu maior autonomia orçamentária para o banco, mas criticou a proposta de transformá-lo em entidade de direito privado, como prevê a PEC 65/2023.
Fonte: G1