Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os advogados do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, em suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta (13), afirmaram que o militar é inocente das acusações de que teria participado de um plano golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo ainda com sua defesa, o general atuou para que o então presidente Jair Bolsonaro não aderisse a qualquer medida de exceção e temia que grupos radicais o levassem a assinar uma “doideira”.
“Assim, por TEMER que grupos radicais levassem o Presidente a assinar uma “doideira” e que alguma liderança militar “levantasse o braço” e rompesse, o que poderia acarretar uma fissura nas Forças Armadas, sendo manifestamente contrário a qualquer medida de exceção (atuando, inclusive, para demover o Presidente da adoção de qualquer medida nesse sentido) foi que o General Paulo Sérgio, como Ministro da Defesa preocupado com a situação, convocou uma reunião para o dia 14/12/2022”, alegaram, referindo-se a uma das reuniões que aconteceram com os três comandantes das Forças Armadas.
A defesa do militar pediu para que ele seja absolvido dos cinco crimes pelos quais é acusado, incluindo o de tentativa de golpe de Estado.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, responsável pela acusação, Nogueira endossou críticas ao sistema eleitoral, instigou tentativa de golpe e apresentou versão do decreto golpista para pedir apoio às Forças Armadas.
O prazo para o ex-ministro da Defesa e outros seis réus apresentarem as alegações finais terminou nesta quarta-feira. Agora, o relator, ministro Alexandre de Moraes, prepara seu voto e libera o caso para julgamento. O processo deve ser analisado em setembro na Primeira Turma do STF.
Com informações de O Globo e Agência Brasil