Opinião

Transformação e sobrevivência

Em um ambiente altamente regulamentado é preciso conhecimento e qualificação

6 de outubro de 2021

Por Fernando Cavalcanti e Carolina Mendes*

Artigo publicado originalmente na revista GPS

Todas as organizações e empresas são diretamente impactadas por leis e regulamentos aprovados nas diversas esferas governamentais. Junto com o arcabouço de regras vem um complexo pacote jurídico que estabelece uma fileira de implicações.

Para navegar nesse ambiente intricado e altamente regulamentado, com várias partes interessadas, é preciso conhecimento e profissionais muito bem qualificados. Não apenas que saibam se deslocar nesse ambiente, mas que, sobretudo, saibam construir reputação.

Essa é uma imposição para assessorar clientes no mapeamento de estratégias capazes de gerenciar as relações governamentais e trafegar pelo meio jurídico e regulatório com segurança e transparência.

Recentemente, nosso escritório passou a fazer parte da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG), com objetivo de aperfeiçoar nossos métodos e estabelecer um vínculo contínuo e duradouro com os principais formuladores de políticas públicas. A ABRIG é um importante canal para sedimentar essa “via de mão dupla”.

Após o traumático período de sobrevivência na pandemia, as corporações buscam o amadurecimento no novo normal. Para tanto, é necessário estabelecer novos rumos a fim de acelerar o ritmo das mudanças organizacionais, criar mercados e valor exponencial de longo prazo.

A reputação pode sustentar o sucesso de longo prazo do negócio, quando as coisas vão bem, e dar fôlego para as corporações agirem, quando as coisas estão mais difíceis.

Considerado um dos gurus do RH moderno, o americano David Ulrich pondera que a habilidade de se transformar nunca foi tão importante para o sucesso de um negócio. Empresas que não se transformam não são capazes de sobreviver ao atual cenário volátil e complexo.

Sem querer jogar o passado no lixo ou execrar aqueles que muito têm contribuído, o que digo é que podemos aperfeiçoar.

Dessa forma, estamos em processo de profunda reflexão para transformar nossas competências advocatícias em multidisciplinares e relevante ao mercado, que reflitam, interna e externamente, uma vivência sólida nas relações com organizações da sociedade civil, empresas e governos.

Isso se justifica à medida que nossos clientes buscam soluções para questões jurídicas ou comerciais em diversas esferas do poder público, nas áreas tributárias, de infraestrutura, agronegócio, transporte etc.

Sem dúvida, é um cenário desafiador. Além de conhecimento e alta capacitação técnica, devido à complexidade da legislação e regulamentação jurídica num ambiente em constante mudança, são necessários controles internos para garantir legitimidade, confiabilidade e eficiência a todas as atividades da empresa.

Para alcançar tais fins é fundamental investir no constante aperfeiçoamento da nossa cultura de ética e compliance, para, de fato, nos tornarmos a transformação que “queremos ver” (Gandhi).

*Fernando Cavalcanti é vice-presidente do Nelson Wilians Advogados

*Carolina Mendes é advogada e sócia do Nelson Wilians Advogados, em Brasília

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