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Brasil não deve ser prioridade para Estados Unidos

Joe Biden toma posse como novo presidente americano

20 de janeiro de 2021

O democrata Joe Biden tomou posse nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos. Com a saída do republicano Donald Trump, mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, as relações entre Brasil e EUA devem sofrer mudanças no curto e médio prazo.

Advogados ouvidos pela LexLatin analisaram o novo cenário.

“O Brasil não tem, hoje, a relevância que teve no passado, infelizmente”, disse Antonio Tavares Paes, sócio do Costa Tavares Paes em São Paulo e Nova Iorque. “Mas isso também não é tão difícil de reconquistar quanto parece”, disse.

Tavares Paes aposta em um cenário de aumento do fluxo de negócios entre os países, com benefícios ao Brasil por conta do câmbio hoje desvalorizado. Mas isso é uma questão de médio prazo. “Pode haver uma certa freada em um primeiro momento, para que [o governo Biden] trate de assuntos internos”, advertiu o advogado. Com maioria no Congresso, Biden pode pressionar por mudanças na política interna mais ousadas que seus antecessores – que, sem a maioria em uma das casas, só tinham real liberdade em política externa.

O cenário é positivo, apontou Tavares Paes, para empresas que nos Estados Unidos seriam médias – e grandes no Brasil. O interesse de tais companhias no país teve aumento nas últimas semanas, em busca de entender melhor o processo licitatório e a concorrência pública do país.

Sobre o início de seu governo, a professora de Direito Internacional e Comparado da USP (Universidade de São Paulo), Maristela Basso, entende que são duas prioridades. “De um lado, o presidente deve atacar o tema da Covid, e em outro, na imigração, com uma proposta mais humanizada e até mesmo condescendente, ajudando as pessoas a ficarem nos seus países e não migrarem para os Estados Unidos”, analisou.

“O Brasil não se encaixa em nenhum momento nessa agenda principal do governo Biden”, continuou Maristela. “Tudo irá depender de como o país vai se comportar diplomaticamente a partir da posse do governo Biden”.

 

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