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Opinião: O trote e um trato

Não se pode ver graça na avacalhação e no aviltamento de alguém que tenha alcançado o ingresso num curso superior. Nem mesmo um palhaço é engraçado apenas pelo uso de roupa colorida e cara pintada. Isso tudo é o menos engraçado. A graça mesmo vem da piada bem elaborada, da história bem contada, do humor explorado a partir das circunstâncias de um momento. A cabeça raspada, a roupa rasgada e a pele pintada não podem ser algo engraçado, bacana ou edificante. Não se pode ver graça nisso, sobretudo por alguém intelectualmente mais preparado. Se é para celebrar a aprovação de alguém no vestibular, que se faça de modo mais criativo e auspicioso, sem prejuízo de ser uma coisa bacana ou engraçada. Não se pode condenar tudo o que se propõe a ser politicamente correto. Daqui a pouco coisas mínimas de civilidade, como respeitar (dando a eles prioridade, por exemplo) o idoso e o portador de deficiência física, vão ser criticadas, sob a alegação de que há um excesso do politicamente correto. Talvez os valores estejam ficando invertidos mesmo, porque ser politicamente correto está se tornando algo negativo ou careta. Já há um discurso de que é “mimimi” querer e exigir comportamentos que respeitem a dignidade humana. É por isso que muitos entendem que não há bullying em tantos comportamentos praticados nas escolas, porque sempre foi assim e ninguém morreu por isso. O trote agressivo é bullying e gente já morreu por isso, tanto no sentido figurado, como no sentido literal.
A ideia do trote solidário é a mais interessante que se teve nos últimos tempos. Você até pode pintar o aprovado no vestibular de palhaço, mas o mande a um hospital ou creche alegrar as crianças doentes. Você até pode ‘exigir’ que a pessoa peça um dinheiro no semáforo, mas para ser destinado a uma instituição social. Você até pode fazer a pessoa dançar e cantar para os veteranos. Assim, apresente as alternati-vas ao aprovado no vestibular, e pergunte: O que você prefere?
A mensagem que se pretende transmitir aqui é essa. É sempre mais enobrecedor, em todas as circunstân-cias, tratar o outro com respeito e consideração.
Por fim, para quem ainda não sabe, é bom avisar que, neste mês de fevereiro, em Vilhena, veteranos jogaram ácido em calouros, que ficaram gravemente feridos. Veja a que pontos chegamos.

Vamos, então, fazer um trato SOBRE o trote?

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